A Meta lançou esta quinta-feira o Instants, uma nova forma de partilhar fotografias no Instagram que desaparecem depois dos amigos as verem ou ao fim de 24 horas. A novidade chega também como aplicação autónoma e entra em rota direta de colisão com o Snapchat, o pioneiro das imagens efémeras nas redes sociais.
Como funcionam as fotos que desaparecem no Instagram
A Meta pensou o Instants para fotografias do dia a dia, sem grandes preocupações com a edição. Os utilizadores não conseguem aplicar filtros, autocolantes nem qualquer tipo de modificação. Apenas as legendas funcionam, o que distingue esta novidade das já conhecidas Stories do Instagram.
A partilha acontece entre amigos próximos ou mútuos, ou seja, seguidores que o utilizador também segue. Para ver os conteúdos, basta abrir as mensagens diretas e tocar na nova caixa do Instants no canto inferior direito da caixa de entrada. As reações e respostas chegam diretamente através das DMs, em vez de aparecerem na publicação original.
Apesar de durarem pouco tempo, as fotos permanecem no arquivo do utilizador durante um ano e voltam às Stories sempre que se quiser.
Uma app autónoma para responder ao Snapchat
A grande novidade está na app independente do Instants. A Meta criou esta aplicação para oferecer um acesso mais rápido à câmara. Trata-se de uma aposta clara contra o Snapchat, a rede social que popularizou as imagens efémeras há mais de uma década.
A integração entre as duas plataformas é total. As fotos que alguém partilha na app aparecem aos amigos no Instagram, e o inverso também acontece. Quem só usa o Instagram pode aceder ao Instants através de uma nova opção de câmara dentro da secção das mensagens diretas.
Privacidade reforçada e disponibilidade
Um dos pontos fortes do Instants está na proteção da privacidade. As fotos bloqueiam capturas de ecrã e gravações, algo que não acontece com outros tipos de imagens no Instagram. É um detalhe que muitos utilizadores valorizam ao partilhar momentos mais pessoais.
O Instants no Instagram chega a nível global a partir de hoje. Já a app autónoma aterra apenas em alguns países, numa fase que a Meta descreve como experimental.
A empresa quer perceber a adesão dos utilizadores antes de uma eventual expansão para mais mercados, incluindo Portugal.
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Redator de tecnologia no Minuto Digital. Especializado em smartphones, inteligência artificial e inovação digital. Explico as últimas novidades tech de forma simples, clara e direta.

























