redes-sociais-menores-16-anos-portugal

O Reino Unido vai proibir o acesso a redes sociais a menores de 16 anos, e Portugal está a poucos passos de fazer o mesmo. O anúncio britânico desta semana junta o país a uma onda de legislação que já chegou à Assembleia da República.

A medida vai afetar plataformas como o TikTok e o Instagram, mas deixa de fora as apps de mensagens.

Aqui ficas a saber o que muda, que aplicações são afetadas e quando isto pode chegar ao teu telemóvel.

O QUE PRECISAS DE SABER
O Reino Unido anunciou a proibição de redes sociais a menores de 16 anos, com entrada em vigor prevista para 2027.
Em Portugal, o Parlamento aprovou na generalidade um projeto-lei do PSD no mesmo sentido, ainda em discussão na especialidade.
Abaixo dos 13 anos o acesso fica proibido. Entre os 13 e os 16 exige consentimento parental verificado.
A verificação da idade deverá ser feita pela Chave Móvel Digital, com fiscalização da Anacom.
Apps de mensagens como o WhatsApp e o Signal ficam de fora da proibição.

O que o Reino Unido anunciou

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou a 15 de junho de 2026 que o país vai proibir o acesso a redes sociais a jovens com menos de 16 anos.

Starmer diz que o objetivo é devolver a infância às crianças e criar uma nova normalidade para as próximas gerações.

A proibição abrange Snapchat, TikTok, YouTube, Instagram, Facebook e X (Twitter). A lista final ainda não está fechada, por isso não se sabe se plataformas como o Reddit ou o Bluesky também vão entrar.

As regras britânicas devem também travar transmissões em direto por menores e bloquear o contacto com estranhos em plataformas de jogos.

O governo do Reino Unido quer aprovar a legislação antes do Natal de 2026, para que entre em vigor no início de 2027.

Portugal já aprovou uma lei parecida

O caso britânico não é isolado. A 12 de fevereiro de 2026, a Assembleia da República aprovou na generalidade um projeto-lei do PSD que sobe para os 16 anos a idade mínima para o acesso livre a redes sociais.

O diploma passou com os votos a favor de PSD, PS, PAN e JPP. O Chega e a Iniciativa Liberal votaram contra. PCP, Livre, Bloco de Esquerda e CDS-PP abstiveram-se.

Depois desta aprovação, o texto desceu à especialidade, na Comissão de Assuntos Constitucionais, para afinar pormenores técnicos antes da votação final.

O que muda para os menores de 16 anos

O projeto-lei cria três escalões claros. Abaixo dos 13 anos, a lei proíbe por completo o acesso a redes sociais, mesmo com autorização dos pais.

Entre os 13 e os 16 anos, os jovens só podem ter conta com consentimento parental expresso e verificado. Os pais podem retirar esse consentimento a qualquer momento.

A partir dos 16 anos, o acesso passa a ser livre.

As plataformas também ganham obrigações novas. As contas de menores de 16 anos devem ser privadas por defeito e os perfis não podem aparecer em pesquisas.

O diploma trava ainda funcionalidades pensadas para prender a atenção, como a reprodução automática e a gamificação que prolonga o tempo de uso.

Como vai ser verificada a idade

Este é o ponto mais sensível da proposta portuguesa. As plataformas devem verificar a idade através da Chave Móvel Digital, ou de outro sistema equivalente.

O projeto proíbe os métodos em que é o próprio utilizador a declarar a idade. Por outras palavras, deixa de bastar uma criança escrever uma data de nascimento falsa para entrar.

A fiscalização fica a cargo da Anacom. Se uma plataforma não cumprir, o regulador pode suspender o acesso ao serviço em Portugal.

Que aplicações ficam de fora

Nem tudo entra na proibição. As aplicações de mensagens, como o WhatsApp e o Signal, ficam de fora, tanto na proposta britânica como no debate português.

A razão é prática. Estas apps servem para a comunicação dentro da família, incluindo entre pais e filhos, e por isso recebem um tratamento diferente das redes sociais.

Portugal não está sozinho na Europa

O movimento é internacional. A Austrália foi o primeiro país a avançar e tem a sua lei em vigor desde dezembro de 2025, com proibição para menores de 16 anos.

A França aprovou regras que fixam a maioridade digital nos 15 anos. A Espanha discute legislação para subir a idade mínima de 14 para 16 anos.

O Reino Unido junta-se agora a esta lista, e Portugal está a poucos passos de fazer o mesmo.

O que ainda falta decidir

A proposta portuguesa ainda não é lei. O texto está na especialidade e pode sofrer alterações antes da votação final global e da eventual promulgação.

As dúvidas mais fortes estão na verificação da idade e na proteção de dados pessoais. Há quem defenda que a aposta deveria ser na literacia digital e no controlo parental, não na proibição.

Vamos continuar a acompanhar este tema e a atualizar esta página à medida que houver novidades.

Gostaste deste artigo?

Recebe o resumo tech da semana com as principais novidades.

Este artigo foi útil?

Muito obrigado pelo feedback!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui