A Apple e a Intel chegaram a um acordo preliminar para que a Intel passe a fabricar parte dos chips que dão vida aos dispositivos da marca da maçã.
A informação foi avançada pelo The Wall Street Journal e pode marcar uma viragem importante na forma como a Apple produz os processadores que estão dentro dos iPhones, iPads e Macs que milhões de pessoas usam todos os dias.
Segundo os jornalistas Robbie Whelan e Rolfe Winkler, do Wall Street Journal, as conversas entre as duas empresas duraram mais de um ano até chegarem a este entendimento formal. A Bloomberg tinha dado conta destas negociações na terça-feira passada.
Por agora, as fontes citadas pelo jornal não revelam que dispositivos vão receber chips com a marca da Intel lá dentro.
Vale a pena lembrar que a Apple vende mais de 200 milhões de iPhones por ano, a que se juntam milhões de iPads e Macs.
O que se sabe sobre os produtos abrangidos

A possibilidade de uma parceria já vinha sendo falada há meses. O analista Ming-Chi Kuo foi o primeiro a avançar, no outono passado, que a Apple e a Intel estavam a estudar uma colaboração nos futuros chips da série M, usados em Macs e iPads.
Na altura, Kuo apontou para 2027 como data possível para o início da produção.
Em dezembro, o analista Jeff Pu foi mais longe e sugeriu que a parceria também podia chegar aos chips dos iPhones, embora só a partir de 2028.
Trata-se, no entanto, de previsões de analistas e não de informação confirmada pela Apple.
Por que é que a Apple quer diversificar a produção
Hoje, a esmagadora maioria dos chips da Apple sai das fábricas da TSMC, em Taiwan. Esta concentração é um risco conhecido para uma empresa que vende centenas de milhões de aparelhos por ano.
Esta semana, a Bloomberg avançou que a Apple está a explorar parcerias com a Intel e também com a Samsung para diversificar a sua cadeia de produção.
Para o utilizador comum, isto não muda nada na experiência de uso. Pode, sim, tornar a Apple menos vulnerável a problemas geopolíticos ou a falhas de produção num único fornecedor.
O peso da política no negócio
Há ainda um detalhe que não é apenas tecnológico. A Intel é hoje detida em parte pelo governo dos Estados Unidos e a administração Trump tem procurado garantir novos contratos para a empresa.
Segundo o Wall Street Journal, o próprio Presidente Trump terá defendido pessoalmente a Intel junto de Tim Cook, numa reunião na Casa Branca.
Se o calendário apontado pelos analistas se confirmar, os primeiros chips Apple feitos pela Intel devem chegar em 2027. Mais detalhes sobre o acordo deverão ser conhecidos nos próximos tempos.
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Redator de tecnologia no Minuto Digital. Especializado em smartphones, inteligência artificial e inovação digital. Explico as últimas novidades tech de forma simples, clara e direta.
























