Os MacBook Air, MacBook Pro e os iPad Air e Pro ficaram mais caros. Percebe o que mudou e o que isso diz sobre o que vem a seguir.
A Apple anunciou esta semana um aumento de preços nos seus computadores e tablets o MacBook Air, o MacBook Pro, o iPad Air e o iPad Pro ficaram todos mais caros nos Estados Unidos.
O timing não é coincidência: a decisão surge no contexto das tarifas aduaneiras que a administração americana tem aplicado a produtos fabricados na Ásia, onde a Apple ainda produz a maior parte do que vende. O que importa perceber é simples se estavas a pensar comprar um destes equipamentos, o preço que viste há três meses já não é o mesmo.
Quais os produtos afetados pelo aumento de preços Apple
O aumento de preços abrange as duas linhas de maior volume de vendas fora do iPhone.
- MacBook Air – o portátil de entrada da Apple, o mais vendido da gama Mac, subiu de preço nas configurações de 13 e 15 polegadas.
- MacBook Pro – a linha profissional, com chip M4 Pro e M4 Max, também registou aumentos.
- iPad Air – o tablet intermédio da Apple ficou mais caro nas versões de 11 e 13 polegadas.
- iPad Pro – o topo de gama dos tablets, com ecrã OLED, não escapou à revisão.
A Apple não publicou nenhuma nota oficial a explicar os aumentos. Mas a cronologia fala por si: as tarifas sobre eletrónica fabricada na China e noutros países asiáticos tornaram a cadeia de produção da empresa significativamente mais cara.
Por que é que o iPhone ficou de fora
Aqui está o pormenor que muitos vão querer saber: o iPhone não foi incluído nesta vaga de aumentos de preço. Pelo menos por agora.
A razão provável é estratégica. O iPhone é de longe o produto mais sensível ao preço no catálogo da Apple uma subida, mesmo pequena, tem impacto imediato nas vendas e na quota de mercado. Os Mac e os iPad, por outro lado, têm ciclos de compra mais longos e uma base de utilizadores menos sensível a variações de preço a curto prazo.
Além disso, a Apple terá mais margem de manobra para absorver custos nos portáteis e tablets do que no iPhone, onde a concorrência com a Samsung e outros fabricantes Android é mais direta. Isso não significa que o iPhone 17 vá manter o preço atual significa apenas que a empresa optou por não mexer nele agora.
O que muda no dia a dia se quiseres comprar
Se estás no mercado para um portátil ou tablet novo, há uma implicação prática imediata.
Os preços nos EUA sobem primeiro e tendem a chegar à Europa com algum desfasamento. Em Portugal, os preços da Apple já incluem IVA e variam com as taxas de câmbio, por isso o impacto direto desta subida americana pode demorar a sentir-se nas lojas portuguesas. Mas historicamente, quando a Apple revê preços nos EUA, a Europa acaba por seguir.
Se tens um MacBook Air ou um iPad Air na lista de compras para os próximos meses, vale a pena acompanhar a loja portuguesa. Podes também comparar com revendedores autorizados, que por vezes mantêm os preços antigos em stock durante algumas semanas após uma revisão.
O que esta decisão revela sobre a Apple de 2025
A Apple protegeu o iPhone e sacrificou o Mac e o iPad. Isso diz muito sobre como a empresa gere as suas prioridades num momento de pressão externa.
A fabricante de Cupertino não consegue controlar as políticas comerciais americanas. Mas consegue escolher onde repassa os custos. A decisão de poupar o iPhone mostra que a empresa está disposta a aceitar margens mais apertadas nos portáteis e tablets antes de arriscar qualquer turbulência nas vendas do produto que representa mais de metade da sua faturação. Se as tarifas se mantiverem ou piorarem, o iPhone pode ser o próximo. Mas a Apple vai empurrar esse momento o mais longe possível.
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Redator de tecnologia no Minuto Digital. Especializado em smartphones, inteligência artificial e inovação digital. Explico as últimas novidades tech de forma simples, clara e direta.
























